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	<title>Diário de um ansioso</title>
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	<description>A aflição do universo em divagações de um bloco de notas</description>
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		<title>Solitude embriagada?</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 19:06:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mapezamorb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não bebo mais. Já bebi muito. Tomei porres homéricos com direito a amnésia, entornei diversas garrafas de cerveja garganta abaixo em festas de formatura, rolei na rua de tão estupidamente alcoolizado, bebi apenas por beber na companhia dos amigos, mas só. Hoje, acabou. Lógico que o remédio ajudou nisso &#8211; com ele, fico impossibilitado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumansioso.wordpress.com&amp;blog=21794793&amp;post=36&amp;subd=diariodeumansioso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Eu não bebo mais.</p>
<p>Já bebi muito. Tomei porres homéricos com direito a amnésia, entornei diversas garrafas de cerveja garganta abaixo em festas de formatura, rolei na rua de tão estupidamente alcoolizado, bebi apenas por beber na companhia dos amigos, mas só. Hoje, acabou. Lógico que o remédio ajudou nisso &#8211; com ele, fico impossibilitado de ingerir álcool. Porém, mais do que isso: com esse breque abrupto devido ao problema com a ansiedade eu consegui enxergar as coisas por outro prisma &#8211; talvez tarde demais, talvez não tenha enxergado por ingenuidade ou mesmo porque não queria, mas agora eu consigo visualizar. Digo mais: consigo sentir.</p>
<p>Que jogue a primeira pedra aquele que achou gostoso o primeiro gole de cerveja que deu na vida. E a gostoso me refiro à acepção completa da palavra: algo que realmente lhe atingiu com enorme prazer, fazendo que você ansiasse por outro copo de cerveja geladinha. No meu caso, o primeiro contato dos meus lábios com a cevada foi através do meu falecido avô, numa festa de família que hoje já não existe como naqueles tempos. Não lembro a minha idade exata, nem que reação eu tive, mas sei que faz tempo. Assim como eu sei que apenas muitos anos depois, na faixa dos meus 14 anos de idade, eu fiquei bêbado pela primeira vez. A situação? Uma festa na casa de um amigo. Entre o meu primeiro copo de cerveja e a primeira ressaca, um hiato de muitos anos. Claro que isso foi possível, pois eu obviamente não sentia a cerveja na minha língua como um refrigerante, por exemplo. E o meu debute na bebedeira foi impulsionada por uma festa com amigos, um evento social.</p>
<p>Álcool é uma droga social porque ela é feita para nos torna sociáveis. As pessoas só bebem para serem aceitas em seus meios. Claro que, depois de muito beber, há o prazer de ingerir o líquido &#8211; seja ele destilado ou não, mas sempre com porcentagens de álcool &#8211; decorrente de muitas caras de desgosto ao virar um copo. É a mesma coisa com o cigarro e a música sertaneja: são drogas que você utiliza para ficar (socialmente) apresentável perante a presença de estranhos. E a partir daí tudo vira uma questão de &#8220;chacotear&#8221; o próprio estado de bebedeira &#8211; quanto mais álcool, mais &#8220;louco&#8221;, melhor, pois é mais história para contar no intervalo do trabalho, na pausa entre uma aula e outra da faculdade ou&#8230; numa mesa de bar.</p>
<p>Quantas vezes você já não ouviu isto: &#8220;Cara, fora de brincadeira, a gente estava em cinco e foram sete caixas de cerveja&#8221;, ou &#8220;Mano, sozinho, ali no meio da festa, eu bebi 2 litros de vodka pura&#8221;. Tudo dito num tom de auto-congratulação ou com um tom de sofrimento, como se tivesse sobrevivido a algum tipo de guerra civil. Não por acaso, tais declarações sempre terminam com &#8220;foda, viu?&#8221;, como se ele tivesse sido submetido a uma tortura.</p>
<p>Porém, o fato é que as pessoas se submetem, sim, a esse tipo de &#8220;tortura&#8221;, digamos assim, para propagar tais &#8220;cicatrizes&#8221;. Não há bebedeira que saia impune de uma conversa. Se bebeu, tem que falar. Regra número um de uma lista cujos outros tópicos consistem apenas em beber.</p>
<p>Eu mesmo cheguei a duvidar dessa ideia. Mas há um modo simples de tirar qualquer dúvida: alguma dessas pessoas (você e eu, inclusive) já tomou um porre em casa, sozinho? Simplesmente acordou num sábado de manhã, comprou uma caixa de cerveja e começou a beber até cair, mas sem ter alguém pra segurar?</p>
<p>E ainda que eu possa estar generalizando, afirmo com todas as letras que a resposta para tal pergunta, em quase 100% dos casos, é: não!</p>
<p>Aliás, não estou generalizando. Se uma pessoa realmente faz isso &#8211; e há pessoas que realmente fazem -, então é alcoólatra. Aí o problema é outro. Existe uma diferença abismal entre beber até chupar o próprio dedão do pé e ser alcoólatra. A primeira é impulsionada por razões emergentes em círculos sociais, a segunda, um problema que pode surgir através de diversas maneiras &#8211; uma delas pode ser a aceitação social, sim, mas outras motivações levaram a isso, sejam elas psicológicas ou não.</p>
<p>Ainda fumo, é verdade. Mas estou tentando parar de vez. A dificuldade? Como esconder minha vulnerabilidade quando a menos espessa das fumaças de um cigarro faz isso tão bem? É o mesmo caso da bebida.</p>
<p>O fato é que eu cansei: não vou mais beber. Não faço mais parte dessa cultura da bebida.</p>
<p>O som de tais histórias de bebedeiras chega aos meus ouvidos e estampam nos narizes de tais emissores um enorme, vermelho e reluzente nariz vermelho.</p>
<p>Pode até ser o mesmo que eu equilibro em meu rosto ao acender um cigarro. Mas agora pesa bem menos na minha consciência.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodeumansioso.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodeumansioso.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodeumansioso.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodeumansioso.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodeumansioso.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodeumansioso.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodeumansioso.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodeumansioso.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodeumansioso.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodeumansioso.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodeumansioso.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodeumansioso.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodeumansioso.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodeumansioso.wordpress.com/36/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumansioso.wordpress.com&amp;blog=21794793&amp;post=36&amp;subd=diariodeumansioso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pelas palavras da mamãe.</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Apr 2011 14:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mapezamorb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Então um ex-aluno entra na escola que estudava, assassina 12 crianças (10 meninas e 2 meninos) e deixa outras 13 (10 meninas e 3 meninos) gravemente feridas antes de cometer suicídio. Não há dúvidas (e me sinto até ridículo em escrever isto) de que o ocorrido no Rio de Janeiro, dia 07 abril, na última [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumansioso.wordpress.com&amp;blog=21794793&amp;post=30&amp;subd=diariodeumansioso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Então um ex-aluno entra na escola que estudava, assassina 12 crianças (10 meninas e 2 meninos) e deixa outras 13 (10 meninas e 3 meninos) gravemente feridas antes de cometer suicídio. Não há dúvidas (e me sinto até ridículo em escrever isto) de que o ocorrido no Rio de Janeiro, dia 07 abril, na última quinta-feira, foi uma tragédia.</p>
<p>Vocês viram como aconteceu o massacre, não? Foi transmitido ao vivo por todas as emissoras de televisão, e mais tarde, inclusive, com imagens da câmera de segurança interna. Deu pra você acompanhar como se desenrolou o episódio? Em sites diversos pelas águas virtuais há até mesmo infográficos explicando detalhadamente como tudo ocorreu: por onde passou, como ele estava vestido, o que levou, o que disse, quantas armas, quantas balas, os disparos, quem correu, quem socorreu&#8230; Não conseguiu ver? No jornal da noite houve reportagem especial, com tudo o que foi dito durante a tarde – sim, nos telejornais vespertinos, principalmente naquele com um gordo hipócrita que incita a violência e se diz um homem de Deus.</p>
<p>Por onde o seu dedo escorregasse no controle remoto da televisão, ou no teclado do computador, a imagem estava lá: a cena do atirador, momentos antes de entrar na sala de aula, carregando o revolver (“Ali, no lado esquerdo do seu televisor”, como bradavam os âncoras) e dando início, conforme se seguia no vídeo, a uma correria sem-fim de alunos. Alternando essa profusão de sensacionalismo com cenas de mães gritando por seus filhos,  sem nada mais: apenas senhoras em total estado de desespero, desacreditando que naquela manhã, enquanto trabalhavam após terem deixado suas proles para o estudo, tenham recebido o “convite” para reconhecerem o corpo no IML. E até mesmo a imagem do assassino morto na escada, esanguentado, com um buraco na cabeça e outros nas pernas, não nos foi poupada (como no DVD do filme Moulin Rouge, você poderia ver o espetáculo por diversos ângulos)</p>
<p>Estou descrevendo aqui tudo o que você já viu, ouviu e leu (aliás, tudo não, mas uma parte, uma microscópica porcentagem da cobertura feita pela mídia), mas com a intenção de ilustrar um ponto. Será que precisamos dessa abundância de informações? O que eu, do outro lado do país, posso fazer por aquelas mães e todos os envolvidos no massacre? Só me resta lamentar e perceber o quão&#8230; Bem, me faltam palavras para descrever a atitude da mídia. E sempre foi assim: o medo vende. A tragédia alheia hipnotiza o telespectador. E quanto mais imagens conseguirem arrancar, melhor para eles.</p>
<p>Conversando com a minha mãe, dias depois do ocorrido no Japão, ela me disse: “É incrível como a imagem choca, não? Antes não era assim. A gente via fotos nos jornais e algumas cenas na televisão, ficávamos espantados, mas só”. É, minha querida mãe, mas hoje não é mais assim. Grande parte das fotos e imagens divulgadas (e agora me refiro à tragédia do Rio) veio de celulares e afins (e referente ao Japão não foi diferente). Não de repórteres, mas do cidadão comum. Hoje, o menor dos eventos é capitado em imagens – com som e qualidade ótimos, diga-se de passagem.</p>
<p>E reitero o que disse alguns parágrafos acima: o jornalismo atual não é sensacionalista. Essa palavra já se tornou antiquada para definir o <em>modus operandi</em> da mídia em geral. O que se vê, hoje, é uma prostituição dos sentimentos humanos. A imagem da mãe desesperada pela perda do filho é gratuita, mas às emissoras rendem dinheiro (ouvi dizer que eles não só aumentam o valor do anúncio durante os telejornais como divulgam comerciais condizentes com o ocorrido – no caso, com crianças e por aí vai. Mas aí já não sei se é verdade, apesar do absurdo disso não soar ilógico). Assim como rende toda essa escabichação histriônica.</p>
<p>Mas a pergunta continua: nós, espectadores que nada temos de envolvimento com o ocorrido, precisamos saber os mínimos (e repito: mínimos) detalhes de como tudo aconteceu? Não basta saber a informação e lamentar por uma tragédia como tal? O domingo está próximo e já até posso imaginar a chamada do Fantástico: os apresentadores “modeletes” (uma bicha enrustida e uma fêmea gostosa, afinal, medo e beleza são ingredientes indispensáveis para o sucesso) sentados em “pufes” macios, olhando sérios para a câmera e expressão cerrada: “Tudo isso e muito mais você só vê aqui. Eu espero você, logo após o Domingão do Faustão”.</p>
<p>Há quem diga que, conforme o ser humano evolui mais ele retrocede. Bem, não sei ao certo, mas definitivamente o caos comportamental é evidente.</p>
<p>No final das contas, o “olho que tudo vê” cada vez mais expande seus olhares. Cabe a você a sabedoria de como desnudar sua retina.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodeumansioso.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodeumansioso.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodeumansioso.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodeumansioso.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodeumansioso.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodeumansioso.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodeumansioso.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodeumansioso.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodeumansioso.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodeumansioso.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodeumansioso.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodeumansioso.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodeumansioso.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodeumansioso.wordpress.com/30/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumansioso.wordpress.com&amp;blog=21794793&amp;post=30&amp;subd=diariodeumansioso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Eloquência ofensiva</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 16:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mapezamorb</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diariodeumansioso.files.wordpress.com/2011/04/analfabeto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19" title="analfabeto" src="http://diariodeumansioso.files.wordpress.com/2011/04/analfabeto.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>É engraçado como a disseminação da comunicação por intermédios virtuais (você lembra a última vez que pegou uma caneta e rabiscou alguma palavra num papel?) deu margem a outra percepção, esta bem generalizada a meu ver. Antigamente (e a “antigo” me refiro aos anos 70, 80 e até meados de 90 &#8211; e muito antes que isso também) você se comunicava através de telefones e cartas. Uma tia do outro lado do estado? Uma carta resolvia o problema. O irmão que passou a morar do outro lado da cidade? Era só telefonar (“bater um fone” é uma expressão que talvez nem existisse, mas aí eu estou divagando). E dessa maneira a sanidade era controlada, extravasada em porções melhor delineadas.</p>
<p>O que eu quero dizer com isso? Bem, hoje em dia, qualquer e-mail trocado carrega a probabilidade de uma enorme desavença. E não só e-mail, mas tweets, testimonials, DM, SMS, MMS, MST&#8230; Enfim, quando embebidas em pixels, as palavras parecem ganhar o significado que a pessoa que a recebeu deseja. Talvez não de modo tão pragmático, mas definitivamente numa linha tênue entre a verdadeira intenção e aquilo pelo qual a pessoa anseia.</p>
<p>Convencionou-se acreditar que a escrita na internet é isenta das regras da língua portuguesa (nota de rodapé: não domino a gramática, mas me esforço e estudo para isso) ao passo que cada vez mais nos comunicamos através de meios virtuais. Assim sendo, quando uma pessoa que preza pela eloqüência tromba com outra que relega o português ao protagonista de alguma piada a coisa tende a se complicar. A desavença parece inevitável. A eloqüência torna-se ofensiva.</p>
<p>Talvez elas se sintam inferiores, sei lá, mas parece que as pessoas enxergar num texto bem escrito dentro de um formato “despretensioso” (e-mails e afins – e que eu sinceramente não entendo essa “despretensiosidade”) algo pedante, como se o emissor quisesse demonstrar superioridade. Ora, eu tenho que escrever errado simplesmente por estar me comunicando através de um “scrap” no Orkut ou um e-mail qualquer durante o trabalho?</p>
<p>Afinal, quem são essas pessoas que se sentem ofendidas com esse tipo de elocução? No que a internet as transformou? Aliás, a internet nem é a principal culpada (é uma das, com certeza, devido a sua estrutura hiperdinâmica de comunicação). É difícil apontar um responsável, e nem devemos fazer isso quando, na verdade, a culpa é a negligência (eufemismo para ignorância) de cada um.</p>
<p>E antes que você pense que o problema não parece tão grave, lhes deixo com o Wikipedia – este, definitivamente um fator agravante no que diz respeito a comodismo intelectual, mas que aqui serve a seu propósito:</p>
<p>“<strong>Analfabeto funcional</strong> é a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. Também é definido como <strong>analfabeto funcional</strong> o indivíduo maior de quinze anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos, embora essa definição não seja muito precisa, já que existem analfabetos funcionais com nível superior de escolaridade.”</p>
<p>Então, de onde vem esse analfabetismo funcional generalizado, que deixou de ser decorrência do ensino capenga de um país igual? Por que a eloqüência de pensamento se transforma em ofensa quando na forma escrita – e isso mesmo nas empresas do mais alto nível?</p>
<p>Ou será que o problema é comigo?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodeumansioso.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodeumansioso.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodeumansioso.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodeumansioso.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodeumansioso.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodeumansioso.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodeumansioso.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodeumansioso.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodeumansioso.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodeumansioso.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodeumansioso.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodeumansioso.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodeumansioso.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodeumansioso.wordpress.com/16/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumansioso.wordpress.com&amp;blog=21794793&amp;post=16&amp;subd=diariodeumansioso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Desafio no fronte!</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 13:37:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mapezamorb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Trocar um tênis. Simples assim. Entrar na loja, me informar com algum vendedor e dar andamento ao processo. Apenas fiquei receoso diante a possibilidade das coisas darem errado &#8211; como pode acontecer caso eles resolvam complicar a troca (no mercado atual, infelizmente, já nos preocupamos antecipadamente pela possível precariedade do atendimento ou dificuldade em conseguir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumansioso.wordpress.com&amp;blog=21794793&amp;post=13&amp;subd=diariodeumansioso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trocar um tênis. Simples assim.</p>
<p>Entrar na loja, me informar com algum vendedor e dar andamento ao processo. Apenas fiquei receoso diante a possibilidade das coisas darem errado &#8211; como pode acontecer caso eles resolvam complicar a troca (no mercado atual, infelizmente, já nos preocupamos antecipadamente pela possível precariedade do atendimento ou dificuldade em conseguir um direito que é nosso).</p>
<p>Ocorreu tudo bem, apesar de durante todo o trâmite eu ter me concentrado para manter a calma. &#8220;Vai dar tudo certo. As pessoas ao lado são apenas pessoas, elas não se importam com o que eu estou fazendo. Elas nem sabem que eu estou aqui. Aliás, devem saber, pois elas reparam. Estou de all-star e bermuda numa loja de artigos esportivos. Será que elas reparam? E esse filho da puta folgado que puxou o amigo da fila para passar junto com ele no caixa? Ninguém vai falar nada? Que folgado de merda.&#8221; &#8220;Aqui está a sua compra.&#8221; Assim, sem mais, nem menos, e muito devido ao ótimo atendimento, eu entrei, apresentei o produto com defeito, me concederam a troca (fora outros produtos, já que o crédito para a devolução foi praticamente o dobro do que paguei originalmente) e eu fui embora antes que pudesse me irritar com algo.</p>
<p>Eu simplesmente odeio shoppings. Esse aconglomerado de cimento, vidro e coqueluches diversas é apenas um ritual de passagem para que eu chegue ao cinema &#8211; nada mais. E sei que esse meu ódio por centros de compras como shoppings vem por um trauma familiar. Mas isso já é assunto para um outro texto.</p>
<p>O importante, aqui, é que eu fui, venci uma situação na qual provavelmente ficaria nervoso, excitado, com grandes probabilidades de espumar enraivecido pela boca, ou mesmo diminuido pelas pessoas ao redor. Tenho essa coisa de que minha vida é um palco no qual apresento números diários de tragédia e comédia (muitas vezes os dois juntos) para uma plateia lotada por todas as pessoas do universo. Sinto que sou analisado a todo o momento. Isso, talvez, pois tendo a ser justamente o contrário: algo para não ser analisado. Eu não me preocupo com vestimentas, falo o que precisa ser dito e sou dono (acredito) de um sarcasmo pungente &#8211; mas daqueles que magoam mesmo, sabe?</p>
<p>A noite terminou tarde &#8211; mais do que deveria. Acordei assustado, com parte do corpo dormente, mas nada que levantar, sacudir o esqueleto, tomar um café da manhã e pitar um cigarro não resolvesse.</p>
<p>Não vou fazer <em>merchan </em>da loja na qual efetuei a troca. Fui muito bem atendido. É o mínimo.</p>
<p>De resto, é isso.</p>
<p>Bom domingo!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodeumansioso.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodeumansioso.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodeumansioso.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodeumansioso.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodeumansioso.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodeumansioso.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodeumansioso.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodeumansioso.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodeumansioso.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodeumansioso.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodeumansioso.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodeumansioso.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodeumansioso.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodeumansioso.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumansioso.wordpress.com&amp;blog=21794793&amp;post=13&amp;subd=diariodeumansioso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Olá, mundo!</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 18:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mapezamorb</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveito o post deixado automaticamente pelo WordPress para iniciar este diário &#8211; que, apesar da acepção da palavra, não será escrito diariamente. Aliás, talvez sim, talvez não, mas definitivamente não é essa a intenção (com o perdão da rima involuntária). Então, logo você pergunta: qual o propósito disso? Bem, eu sou ansioso, faço tratamento e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumansioso.wordpress.com&amp;blog=21794793&amp;post=6&amp;subd=diariodeumansioso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveito o post deixado automaticamente pelo WordPress para iniciar este diário &#8211; que, apesar da acepção da palavra, não será escrito diariamente. Aliás, talvez sim, talvez não, mas definitivamente não é essa a intenção (com o perdão da rima involuntária). Então, logo você pergunta: qual o propósito disso? Bem, eu sou ansioso, faço tratamento e acredito que a ação de depositar palavras de modo virtual quando eu bem entender, despretensiosamente e sem obrigação alguma, servirá como uma terapia (e se não servir, que se foda, eu deleto tudo e sigo adiante).</p>
<p>A intenção aqui, também, não é ajudar ninguém a não ser eu &#8211; e se nessa viagem você compartilhar das minhas divagações e, consequentemente, encontrar apoio, ótimo, será muito bem-vindo. Assim como não pretendo falar da doença, pelo menos não em termos &#8220;científicos&#8221;.</p>
<p>Se você quer uma abordagem &#8220;científica&#8221;, há meios apropriados para isso. Aqui, não é o caso. Sinto muito. Pode sair.</p>
<p>E quem sou eu? Não interessa. Vai mudar alguma coisa se eu disser que me formei em Engenharia da Computação na USP de São Paulo? O que, aliás, não é o caso (nem sei se tal curso existe). No entanto, evidentemente, com o passar do tempo o meu &#8220;eu interior&#8221; acabará emergindo entre as palavras e ideias aqui depositadas.</p>
<p>O que eu quero, aqui, é utilizar um formato digital para regurgitar pensamentos e dividir noções acerca do universo com quem quer que seja.</p>
<p>Já aviso: acredito no uso de &#8220;palavras sujas&#8221; (eufemismo para xingamentos, palavrões e afins) como forma de canalizar a raiva; acredito, mesmo, que a unânimidade seja burra, mas simpatizo com a esquerda; sou apaixonado por música, literatura, cinema, vida, mulheres (sou hétero, mas ataco ferozmente o preconceito &#8211; seja sexual, de crença ou o que for), amigos e tudo isso misturado com um tiquinho de mais um pouco (estão vendo? Já é possível vislumbrar algo da minha pessoa). Pareço antipático ou ríspido algumas vezes (e sou mesmo), mas garanto que tenho um coração enorme e nutro muito carinho por aqueles que carinho conseguem nutrir.</p>
<p>De resto, eu fumo, não bebo (o remédio não deixa), penso demais, fodo de menos (ao menos não tanto quanto eu gostaria) e tendo a me estender nos assuntos, por isso já falei mais do que deveria sobre mim. E que fique bem claro: não quero esconder minha identidade. Apenas acho mais divertido assim, fora que eu posso ser você ou qualquer outro &#8211; ou até mesmo um Bromazepam, que o inverso disso é o meu nome (óbvio, não?).</p>
<p>Sintam-se à vontade para comentar, opinar, xingar e descarregar suas ansiedades, sejam vocês ansiosos ou não.</p>
<p>Enfim, não estou convidando ninguém, porém, quem quiser vir, que venha.</p>
<p>Acho que vai ser divertido.</p>
<p>Por enquanto é só.</p>
<p>Seja bem-vindo, você que vai passar por aqui de vez em quando.</p>
<p>Ah! E é &#8220;ansioso&#8221;, não &#8220;ancioso&#8221;; e é &#8220;ansiedade&#8221;, não &#8220;ansiosidade&#8221;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodeumansioso.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodeumansioso.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodeumansioso.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodeumansioso.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodeumansioso.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodeumansioso.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodeumansioso.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodeumansioso.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodeumansioso.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodeumansioso.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodeumansioso.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodeumansioso.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodeumansioso.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodeumansioso.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumansioso.wordpress.com&amp;blog=21794793&amp;post=6&amp;subd=diariodeumansioso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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